Uma plataforma de assistentes de IA para professores que, até então, só existia como landing page. Este vídeo é o primeiro material que dá para mandar para alguém.
O desafio
O Lyra promete devolver ao professor o tempo que ele gasta planejando aula. É uma promessa difícil de sustentar por escrito, porque só convence quando se vê acontecer — e o que existia era exatamente isso: texto.
Uma landing page, e nada além dela. Nenhuma peça para mandar num direct, num grupo de coordenadores, no meio de uma conversa com uma escola. Quem se interessava tinha que confiar na descrição.
Duas condições vieram no briefing. Vertical, porque o destino é o feed. E o processo completo do usuário, não um recorte bonito de interface: da tela em branco ao plano de aula pronto.
O processo
O roteiro chegou de outra pessoa do projeto, escrito para ser lido. Adaptei para vídeo, que é outra coisa — cortar o que a imagem já diz, decidir o que vira texto na tela e o que fica por conta do movimento.
Não tem locução. Isso muda o resto todo: sem voz conduzindo, quem segura quem assiste é a palavra na tela, o ritmo do corte e a música.
A primeira decisão foi de câmera. Gravei a tela e inclinei o plano em perspectiva, em vez de mostrar a interface chapada. Screencast plano é documentação; inclinado, com a tela deslizando dentro do quadro, vira movimento — e um vídeo de vinte e oito segundos que não se move perde a pessoa no terceiro.
A segunda foi de passagem. As transições entre as etapas — formulário, upload do material, carregamento, plano pronto — são animações suaves, sem corte seco. É o que faz o vídeo parecer um gesto contínuo em vez de quatro prints em sequência: o produto é atravessado inteiro, sem costura à vista.
O que deu trabalho foi o tom. A gravação de tela foi a parte tranquila; achar o ritmo certo levou várias versões — quanto tempo cada campo fica na tela, quando a música entra, quanto respiro dar antes de mostrar o resultado. Rápido demais e ninguém lê o formulário; devagar demais e o vídeo não chega ao fim.
O fecho veio do briefing: comparar o tempo com o de um café. Terminei ali, num plano quente e real depois de meio minuto de interface.
A entrega
- Adaptação do roteiro para vídeo vertical
- Gravação de tela do produto
- Motion design e animação de todas as passagens
- Curadoria de imagem e trilha
- Edição e finalização
- Master vertical 9:16, 28 segundos, para o Instagram do produto
