Quem eu sou, realmente?
Como o autoconhecimento mudou minha perspectiva profissional e de vida.
Eu sou videomaker e designer. Ponto.
Pra quem conhece meu trabalho, isso é algo óbvio. Porém, para mim, nem tanto. Para explicar melhor, tenho que voltar alguns anos da minha vida. Mais especificamente em 2013.
Após concluir o ensino médio, encontrei-me na encruzilhada comum desta fase de vida dos jovens: o que fazer da minha vida?
Já havia tentado fazer alguns cursos técnicos durante a escola. O resultado era sempre o mesmo: eu passava nas provas teóricas e reprovava nas práticas. Era muito simples responder questões de conhecimentos gerais para mim. Afinal, apesar de nunca ter sido um aluno brilhante, sempre tive facilidade para aprender. Porém, se me pedissem para fazer uma ligação de fios elétricos ou serrar uma chapa de metal, aí mostrava minha inabilidade com este tipo de atividade.
No fim, como meus pais queriam que eu focasse nos estudos, sobrou apenas uma opção: fazer faculdade. Mas qual?
A decisão
Demandar que um jovem de 16 anos decida o rumo de sua vida em poucos meses é desleal – hormônios à flor da pele, inexperiência, pressão da família e da sociedade fazem com que a escolha de qual carreira seguir seja praticamente definitiva (ao menos era assim que me sentia).
Não havia tempo para autorreflexão. A ideia sempre foi fazer uma boa faculdade, ter um bom emprego e com estabilidade, de preferência. Assim, sem saber direito quem eu era e o que realmente gostava de fazer, escolhi prestar vestibular para Gestão da Informação (GI) da UFPR – um dos cursos mais abrangentes que conhecia.
Minha esperança era: “quem sabe eu me encontro durante os quatro anos de graduação?”
Mas não foi bem assim.
O que acabou acontecendo foi um jovem que apenas seguiu o fluxo, “deixando a vida o levar”, como canta Zeca Pagodinho. Alguém que sempre buscou corresponder à expectativa dos outros. Covarde demais para sequer considerar a resposta para uma pergunta simples, mas poderosa:
“Quem eu sou, realmente?”
A reflexão
Apesar de apenas seguir o fluxo da vida, ainda assim consegui conquistar muitas coisas. Dentre elas, destaco meu casamento com minha amada Pri. Além disso, sou grato pela oportunidade de trabalhar durante 8 anos com algo que gosto.
Entretanto, apesar de já ser reconhecido como o carinha que edita os vídeos da Quíron por muito tempo, nunca quis me posicionar como “apenas” um editor de vídeo. Afinal de contas, “sou bacharel de GI da federal, não gastei quase 5 anos da minha vida à toa, né?”
Então… sim e não.
“Sim”, pois eu poderia ter usado este tempo para desenvolver minhas principais potencialidades.
“Não”, pois todo o aprendizado que tive na faculdade ainda é útil para mim até hoje – isso é o que sempre disse para mim mesmo durante os últimos anos. E essa atitude fez com que sempre tentasse encaixar em meus trabalhos a narrativa do designer que programa, ou do editor de vídeo que também sabe lidar com Business Intelligence. Sempre tentando unir dois mundos distintos para justificar uma escolha feita pelo meu eu de 16 anos.
Essa inquietude bateu fundo em mim quando parei para refletir em quem eu era quando criança e no que gostava de fazer: escrever e desenhar histórias, obcecado por assistir videoclipes na MixTV, alguém que transbordava criatividade nas brincadeiras com meus primos – um “eu” que ficou reprimido durante muito tempo.
Voltando à infância, percebi que eu sempre tive a resposta da pergunta que me atormentava. Era tão simples, mas nunca esteve tão claro para mim como agora.
“Quem eu sou, realmente?”
Eu sou o Kevin. Eu sou criativo. Eu sou curioso. Eu gosto de ouvir e contar histórias. Eu desejo impactar positivamente a vida de outros. Eu quero usar o meu trabalho como forma de expressão criativa, para transformar o ordinário em algo incrível.
Se você leu até aqui, obrigado por me acompanhar nesta jornada. Estou muito animado para mostrar meus projetos profissionais e experimentais!
Abraços!
